O Glutão

14 14UTC Setembro 14UTC 2009 por alfafnm

Enviada por Arturo Pugliesi, Blumenau SC.
Estive revirando semana passada o baú de fotos da família, e achei esta aqui. Ela foi tirada em 1976 ou 1977 no galpão da Grahl, que fabricava implementos rodoviários aqui em Blumenau (já fechou faz tempo) . O senhor de chapéu à esquerda é o Jorge Winsch, era supervisor do acabamento, meu pai (que trabalhou com ele) disse que era muito detalhista. Antes de ser supervisor ele era motorista da empresa, e para subir na cabine, ele tinha um banquinho atrás do assento, daí ele baixava o banquinho, subia, e depois tinha um gancho prá puxar o banquinho prá dentro.

Dizia meu pai que quando iam nos botecos, o glutão colocava o bolinho de carne inteiro na boca (o jaleco dele parece mais uma capa de butijão de gás). O da direita era o Harry Warta, que pegou o lugar de motorista do Jorge – o cara era bem engraçado. Ambos já deram com a cola na cerca.

Alfa Romeo Grahl

Cuidados com a restauração

9 09UTC Março 09UTC 2009 por alfafnm

Amigos entusiastas da marca FNM, veja o que pode acontecer com restaurações de ‘especialistas’ de FNMs.

Este caminhão foi ‘restaurado’ em oficinas da região de Londrina e Cambé.

Veja que ‘bela aparência’.

Bonito caminhão.

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Não resta dúvida de que é um belo caminhão.

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Bem, eis que pequenas bolhas aparecem na pintura, sem nenhuma razão aparente.

Veja o que havia sob a massa.

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Ou seja, o caminhão que nas fotos iniciais estava lindo e maravilhoso, simplesmente apresentava este tipo de trabalho.

Cuidado redobrado com oficinas.

Portanto ao restaurar um veículo, veja primeiro a qualidade de quem ira fazê-lo.

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Símbolo da grade, o mapa do Brasil

3 03UTC Março 03UTC 2009 por alfafnm

Você sabia que foi lançado uma série de cabinas standard FNM da fabricante Amalcaburio cujo símbolo dianteiro era o mapa do Brasil?. Veja a foto abaixo:

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FNM na guerra

2 02UTC Março 02UTC 2009 por alfafnm

Veja estas imagens, trata-se da participação do Brasil na batalha de Suez, faixa de Gaza. Os FNMs estavam presentes como caminhão de transporte.

Ao fundo uma pirâmide.

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Motor D-11.000 bem cuidado

24 24UTC Fevereiro 24UTC 2009 por alfafnm

Vejam a foto do motor D-11.000 do amigo Magno. É o cuidado com a máquina. Parabéns Magno.

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Motor D-9.500

22 22UTC Fevereiro 22UTC 2009 por alfafnm

Veja o motor D-9.500, ano 1955. Equipa um caminhão com cabine brasinca todo original.

Note que este motor tem dois cabeçotes, diferente do D-11 que são 3 cabeçotes, a bomba injetora é do lado esquerdo em conjunto ao compressor que tem somente um pistão.

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Bolo de casamento FNM

8 08UTC Janeiro 08UTC 2009 por alfafnm

Nosso amigo e colaborador Victor Schimit e o bolo do seu casamento, além é claro do amor e paixão pela esposa, demonstrou também nessa importante hora sua ‘outra’ paixão.

Parabéns Victor!. Esperamos que suas paixões continuem…

Apelidos dos FNMs

5 05UTC Janeiro 05UTC 2009 por alfafnm

Por Miklos G. Stammer.

a) “Apelidos” do caminhão FNM :

Alfa ( ou “Arfa” ) – no sul do país.
Barriga D’Água – Os fenemês fabricados em 1958, cujo motor apresentava vazamento de água no bloco.
Bi-ta-tá – na Bahia, devido ao seu ronco inconfundível.
Brasa ou Churrasqueira – principalmente os modelos até 1957, no norte do país (diziam que os seus motoristas tinham sempre os pêlos das pernas queimados pelo calor do motor – principalmente na época dos D-9.500).
Dois Salários – por causa das 2 alavancas no painel: reduzida e freio montanha, e depois, nos D-11.000, só da reduzida + câmbio.
Fênêmê / Fenemê
João Bobo – Pois “vai e volta sem parar” ( = é confiável; este foi um dos epítetos mais conhecidos), ou porque “carrega tudo o que lhe põem em cima”.
Pau Velho – os D-9.500, depois que lançaram o D-11.000.
Suruanã (tartaruga verde) – os com cabine Brasinca pintada de verde 2 tons, também chamados de Urutú, (cobra dessa cor).
Boca-de-Bagre – o 2º tipo de Brasinca, devido ao formato de sua grade frontal.
Sapão – Os que tinham cabine Metro.
Televisão – Os com cabine tipo 180, por causa do formato da sua grade frontal.

b) Sigla

A sigla da Fábrica Nacional de Motores era preenchida assim por alguns (jocosamente):

Fábrica de Notas de Mil
Feliz Natal Manoel
Fiquei Na Merda
Feio, Nojento e Mole
Fé No Motorista
Ferro No Motorista
Fumo No Motorista
Fumo no Norte é Mato (por serem fumaçentos)
Favor Não Mexer

c) Diversos:

Frase de propaganda muito divulgada nos anos 50: “O Brasil produz e o caminhão fenemê conduz”.

Expressão popular entre os caminhoneiros: “FNM não tem idade” (só depende de boa manutenção, pois é naturalmente confiável e durável).

No início dos anos 60 existia no Rio de Janeiro a “Rádio FeNeMê”.

Dizia-se na época que “alfeiro de verdade não deixa a porta bater na bunda quando sobe na cabine”.

Em 1968, os FNMs representavam 61% do mercado brasileiro de caminhões pesados;
Em 1972, os FNMs representavam 64% do mercado brasileiro de caminhões pesados;

Movimentando uma Casa

19 19UTC Outubro 19UTC 2008 por alfafnm

 

Esta imagem é no mínimo inusitada, uma casa sendo movimentada a bordo de um Alfa.

 

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Detalhes do caminhão 1958

8 08UTC Agosto 08UTC 2008 por alfafnm

O caminhão FNM 1958 é diferenciado dos demais, não só na motorização de seu predecessor, os D-9.500, bem como também na parte de injeção dos que se seguiram.

O dínamo, o filtro de óleo do motor no meio do motor servindo como suporte do acionador do acelerador. Veja também a torneira de escoamento de água, na lateral junto a traseira.

Os retornos de óleo diesel são de plásticos.

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Bomba SPICA italiana, compressor Westinghouse. O copinho do óleo diesel com suporte separado da bomba, junto ao escape.

A bomba injetora são de dois tipos: A primeira série de regulador fino e comprido e a segunda série como a da foto. Em breve mostraremos a bomba injetora primeira série.

Lembramos que o motor de arranque é do lado direito e não do esquerdo como os demais anos dos FNM.

A entrada de óleo do motor junto ao compressor.

 

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Os encanamento de ar em alumínio com a válvula de descarga no centro do caminhão.

 

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O tanque de combustível original, as entradas,  do pescador de combustível e da bóia do marcador (relógio) localizado no painel. O tamanho do tanque deve ser o correto para a perfeita marcação do óleo combustível.

 

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Válvula reguladora de pressão. A caixa de bateria tem trava de fechamento lateral e não superior.

A válvula do pedal de freio é curta, a garrafa de separação ar/água com saída lateral.

 

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Vista lateral, o retorno do óleo é de plástico e o filtro de óleo diesel é quadrado.

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Em detalhe a tampa de diferencial e os canos de ar. Não existe a válvula de descarga traseira.

As cuícas são redondas de dois tamanhos, a traseira é maior e a dianteira menor.

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Veja a tampa do diferencial dos caminhões 1958 e seu sistema de freio originais. DSC04138

Note que os canos de retorno são em parte de plástico. Os filtros retangulares. O filtro de óleo é no meio do motor com o suporte do acelerador.

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Visão panoramica do motor e cambio.

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Visão lateral com encanamentos em alumínio. Note que a torneira do escoamento de água do motor. O suspiro do motor ao lado do filtro de óleo.

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Porta residencial FNM

29 29UTC Julho 29UTC 2008 por alfafnm

Você já viu alguma porta com este detalhe?.

Imagine o que está por de trás desta porta….

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RARIDADE ! Cabine Gabardo

21 21UTC Julho 21UTC 2008 por alfafnm

Veja uma cabine GABARDO, exatamente igual à standard, porém com estrutura de madeira.

Somente está nesse estado graças à estrutura que resiste as estradas esburacadas. Silenciosa e macia equipa este belo 1964.

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Os detalhes internos em madeira.

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Painel D-11.000 0km

19 19UTC Junho 19UTC 2008 por alfafnm

Veja um painel de um FNM D-11.000 1959 0km. Este painel equipa um FNM 1959 verde ceda de propriedade da Covre Transportes.

No detalhe o relógio de horas original. Note que a luz de indicação à esquerda vermelha, peça padrão no painel deste modelo.

Painel FNM 0 Km

O dedo do Presidente e o motor FNM

1 01UTC Junho 01UTC 2008 por alfafnm

O fato a seguir aconteceu no mês de março, 2008. Como sabem atualmente um orgão ligado ao governo denominado FIRJAM (RJ), está patrocinando uma exposição pelo Brasil sobre a industrialização  Brasileira que comemora seus 200 anos.

Me contataram para fornecer um motor FNM para a exposição, que gentilmente faço questão de enviar para que seja exibido, dado a importância da marca no processo de industrialização.

Marcados para a retirada do motor e assim ser levado à Brasilia, eis que um caminhão trucado vem retirar o motor com o Munch,  observo em sua carroceria um torno mecânico bem antigo, porém em bom estado.

Perguntei ao motorista:

- O que faz este antigo torno sob o caminhão.

Este me responde:

- Este é o torno em que o nosso presidente perdeu o dedo, foi encontrado em um depósito na região do Brás, São Paulo,  totalmente abandonado.

Imediatamente subi na carroceria para verificar se achava algum vestígio do acidente ocorrido, porém nada achei.

Vejam o destino de um motor FNM, sendo exposto juntamente com o torno em que o presidente perdeu o seu famoso dedo.

A exposição está ocorrendo em Brasília até o final do mês de Junho, 2008.

Apesar de nossos esforços, só temos a foto do motor FNM.

 

 

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Motor barriga d’agua

23 23UTC Maio 23UTC 2008 por alfafnm

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Amigos, diferentemente do que muitos acreditam, o motor barriga d’agua não é uma exclusividade de algum tipo de cabine (Metro ou Brasinca) e sim de um defeito de fabricação ocorrido na fundição dos motores.

Portanto qualquer cabina que equipava estes motores poderiam apresentar os mesmos problemas de óleo no cárter (Barriga d’agua).

Como identificar um motor barriga d’agua.

Veja nas fotos abaixo o motor da série em que ocorreram o óleo no cárter (barriga d’agua) e seus detalhes:

No círculo, o motor original que pode ser classificado como barriga d’agua.

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Já no motor abaixo, o reforço:

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Veja onde ocorria o vazamento de agua para dentro do cárter.

Ao fundo ao centro junto a tentativa de vedar com material asfáltico o local onde ocorria a saída de agua.

Neste local é que fixadas as camisas dos pistões, acima na foto os canais das bronzinas e os parafusos de fixação do virabrequim.

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Mas fique tranquilo, se o modelo do seu motor ainda é igual ao primeiro e até hoje não deu problema, certamente não dará mais.

FNM 0km, acredite! ele existe.

16 16UTC Maio 16UTC 2008 por alfafnm

 

Em 1959, um imigrante judeu morador da cidade de Juiz de Fora, MG, comprou um FNM 0km cavalo mecânico. Este caminhão rodou exatos 160 km, distância entre Xerém e Juiz de Fora. O caminhão foi devidamente guardado em uma garagem e semanalmente seu motor era girado através da cremalheira (caixa seca) com uma chave de fenda. Durante décadas repetiu-se o trabalho.

Este senhor já idoso veio a falecer e o caminhão lá permaneceu por anos parado. Muitas histórias foram contadas sobre ele.

Em 2004, seus filhos resolveram vender o caminhão, que foi intermediado pelo sr. Vitório da gaúcho peças. Este caminhão hoje se encontra já restaurado em Limeira na COVRE Transportes. Trata-se de um 1959 verde ceda cabine standard simplesmente LINDO. Lá é possível verificar o que é ser ORIGINAL.

Para sorte deste caminhão foi lhe reservado um grupo de pessoas que realmente gostam e apreciam FNMs.

Atualmente este caminhão está com verdadeiros 400 km ORIGINAIS.

Vale comentar um fato, uma injustiça ocorreu em 2006. Na exposição de Aguas de Lindóia sobre veículos, evento dos mais tradicionais sobre antigomobilismo, este caminhão perdeu o prêmio de melhor caminhão para uma réplica de FNM de um museu do Rio Grande do Sul. Isto atesta em definitivo a falta de conhecimento, e que este prêmio pouco ou nada valeu. Parabéns ao pessoal da COVRE pela conservação do FNM 0km.

Reparamos aqui esta pequena mas honesta homenagem a este maravilhoso caminhão.

FNM cabine Futurama

30 30UTC Abril 30UTC 2008 por alfafnm

 

Você pode não acreditar, mas é um FNM!.

Esta cabine não foi comercializada, desenvolvida para substituir as cabines standard nos anos 60.

Esta cabine foi apresentada na Exposição do Salão Atlântico, no Pavilhão de São Cristovão em 1966.

Fotos de Miguel Jorge.

 

Cabine Futurama

 

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Um motor FNM no museu

29 29UTC Abril 29UTC 2008 por alfafnm

No museu da CMTC em São Paulo – SP (Av.Cruzeiro do Sul, a uma quadra da rodoviária e do outro lado do rio Tietê), existe um conjunto de motor, caixa e diferencial do FNM interligados e com janelas de acrílico em diversas partes afim de que se possa ver as peças no interior dos equipamentos.

Dizem ser possível funcionar o motor e assim acionar todo o resto.

Por Róbert Stammer.

FNM sob Neve

28 28UTC Abril 28UTC 2008 por alfafnm

Veja um FNM sob Neve em Curitiba, a Transportadora era a Cattalini.

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FNM nos EUA.

27 27UTC Abril 27UTC 2008 por alfafnm

O FNM nas terras do Tio Sam.

 

Cidade de Sengés/PR há uma indústria de papel, cujos donos originais (de longa data) a venderam há alguns anos e se mudaram para os EUA.

Entre algumas coisas que deixaram para trás, estava um FNM Brasinca verde 2 tons, que ficou fechado num galpão que retiveram naquela cidade (já foi tenta-lo vê-lo, mas informado que os empregados que dele cuidavam tinham ordem para não deixar ninguém entrar – nem mesmo para ver e/ou bater uma foto). Pois bem, hoje (26/04) foi encontrado em Curitiba um camarada lá de Sengés, e que conhecia o caminhão. Ao perguntá-lo sobre o mesmo, ele me disse que os donos estiveram na cidade há alguns meses e acharam que o fenemê “não estava sendo suficientemente bem cuidado”; resultado: despacharam o caminhão para os EUA, e hoje ele encontra-se em Denver, no Colorado! Assim, acredito que este seja, provavelmente, o primeiro e único caminhão FNM em terras do Tio Sam!

Por Miklos G. Stammer.

 

 

 

Cabine 0km existe?.

9 09UTC Janeiro 09UTC 2007 por alfafnm

Cabine standard ano 1970/71, fabricação Amalcaburio.

Nunca foi utilizada.

Encontrada  por Miklos G. Stammer.

Proprietário: Osvaldo T. Strada.

 

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